About Me
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Músico Professor/praticante de Danças de Salão Poeta Artista Plástico Jornalista Amo viajar e conhecer novas pessoas, novas culturas, novos espaços Sou fascinado pelo ser humano, apesar de tudo Livre, leve e leal
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Interests
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Música Danças de Salão Poesia Artes Plásticas Teatro Literatura Yoga/Terapias corporais Ecologia/meio ambiente/preservação da natureza Culinária vegetariana
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Favorite Music
Bastante eclético: desde Debussy até Jazz, Blues, Música Brasileira, Música Latina, Música Instrumental, Piazzolla, Gotan Project, Orishas, Bossa Nova, etc.
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Favorite Movies
Cinema Paradiso, Ghost, A Missão, A lista de Schindler, Chicago, Moulin Rouge, Assassination Tango, Lições de Tango, O último tango em Paris, O piano, Mr. Holland adorável professor, Aconteceu no último verão, todos os filmes de Chaplin , Nouvelle Vague, Cinema Novo brasileiro e alguns outros mais, dependendo do estado de espírito, do momento,da companhia,...
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Favorite TV Shows
Programas de Danças de Salão, Documentários sobre História/Artes em geral, Especiais sobre alimentação e cuidados com a saúde, Biografias, principalmente Perdidos, Dr. House, quando me apetecem
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Favorite Books
Em geral, livros de poesia ou algum que me atraia a curiosidade, geralmente pelo título, contracapa, orelha do livro
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Favorite Quote
"Viva e deixe viver" (live and let live) "Amar, acima de todas as coisas" (Love above all) "Meu corpo, minha Arte, minha alma" (My body, my Art, my soul)
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hi5 Games
Skorpion hasn't played any games recently.
Journal
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Era uma vez uma rainha...Quer dizer, ela pensava que fosse uma rainha, naqueles seus momentos de devaneio de mulher jovem e deslumbrada. Tomando-se por "senhora de si", achava que ocupava um trono vitalício, que podia conquistar tudo e todos, arrasar corações, dispor das coisas como bem lhe aprouvesse. A suposta rainha, para seu entretenimento, tinha um bôbo da corte. Com ele, se divertia à vontade e minimizava suas "tristezaszinhas" volúveis de menina mimada e vaidosa. Com ele, também, aprendia coisas da vida que nunca ninguém lhe havia falado antes. O bôbo da corte, homem experiente e vivido, lhe compunha baladas, cantava para ela adormecer, lhe contava estórias - até contos mais picantes, a seu pedido -, dançava, se fantasiava e, assim, ia satisfazendo todos os seus desejos e caprichos, tudo para ver sua rainha feliz. Mas, como resposta, a rainha só o menosprezava e ainda fazia pouco caso dos sentimentos do apaixonado bôbo da corte, que a tinha em alto apreço, apesar de todos os maus tratos e humilhações a que era submetido... Um belo dia, a rainha acorda e se depara com o bôbo de mala na mão, pronto para ir-se embora do reino. Espantada, diz-lhe ela: "O que você está fazendo?" . "Vou partir, Minha Sutileza...Lastimo, mas não aguento mais ficar aqui a conviver consigo...Vou deixar seus domínios físicos, psicológicos e territoriais..." ."Mas por que?", replicou a rainha, acrescentando:"O que foi que eu fiz a você?". E o bôbo respondeu: "Servi Vossa Sutileza esse tempo todo, sofrendo rejeições de toda sorte de sua parte...Com minha humilde experiência de homem maduro, me expus, vivi, chorei, amei...Tinha pela Vossa Sutileza uma admiração incomensurável, mas os contínuos descasos e ímpetos de que me impingia, desnecessariamente e de uma forma praticamente constante, começaram a me fazer sentir escravo de uma situação que passava cada dia a me inquietar mais...Desculpe, Minha Sutileza, mas lhe destituí do trono do meu coração! Não lhe posso chamar mais de 'minha rainha'...Prefiro usar esse termo para um outro tipo de mulher, mais humana, mais simples, mais justa, mais compreensiva e mais amorosa...pode ser uma plebéia, uma artista de rua ou até mesmo uma prostituta, porque elas também me merecem todo o respeito e me falam de carinho de uma maneira tão viva e legítima,...sabe, me lembram até mesmo da palavra 'saudade',...coisas que Vossa Sutileza não tem me dito nem dado ultimamente...Vou-me embora e não pretendo mais voltar a lhe falar..." "Mas você pode vir me visitar, sem me ver, só usando o parlatório...", ponderou ela. Então, o bôbo lhe respondeu: "Minha Sutileza, não agrave ainda mais esse momento conflituoso, por favôr...Privar-me de lhe olhar, se porventura isso me voltasse a ser razão e sentido, é pior que condenar-me a cem anos de prisão...Não nasci para ser cativo nem submisso, muito menos das idiossincrasias de Vossa Sutileza...Minha alma é livre como de uma criança...Adeus..." E a rainha, desgostosa por ter visto frustrada, talvez realmente pela primeira vez, sua intenção de controle e ver quebrado seu factual poder de mando, tudo isso causado pelo seu bôbo da corte, revoltou-se, esbravejou, ficou raivosa e determinou que ninguém no reino deveria pronunciar sequer o nome do bôbo...que ele fosse cortado definitivamente de qualquer lista real ou coisa semelhante...E o bôbo, com sua alma lavada pelas águas da sinceridade, seguiu seu rumo, com toda a sua capacidade de sonhar, sua liberdade e seu jeito diferente de pensar...E os dois não ficaram juntos, ainda bem!... Sinto muito, mas essa estória não termina com "e foram felizes para sempre"...A rainha foi, aos poucos, perdendo seu trono, seu poderio e outras "vitórias" anteriores, acabando por ficar mesmo sozinha, envolta pela cegueira da ignorância e da teimosia. Tudo isso só porque, no fundo, ela nunca quis saber, enfim, o que é amar...e o bôbo estava ali tão perto...
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